Da tua língua de poeta
Edifico meu calvário
Sem respostas
Sem palavras
Sem avenças, pois
Túmulo inerte
Minha boca sepultada
Fere o verbo
Rompe o trato
Que idioma me sussurras?
Teu silêncio pós-canção reverbera
Mais que o tom
Mais que o dom
Mais que o nexo
Que tudo traz
Meu silêncio de esfinge desbotada
Ofereço quase sem querer
No meu dizer pelas avessas
Mãos atadas pela língua
Minha dor supõe a tua
E nada sabe.
Livros mencionados por João Pereira Coutinho na Folha de SP (2023-2024)
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Sou leitor das crônicas do cientista político e escritor português *João
Pereira Coutinho* que o jornal *Folha de São Paulo* publica constantemente
[colu...
Há 2 dias