O ruído dos anos atravessa o corredor
Ressaltado pelo silêncio, ecoa
Por entre frestas
Ressoa grave em cada vão
- imensidões desabitadas -
Atrás das portas
Há ferrugem nas trancas
E a memória, adormecida, em suspensão
A pesar os ares, feito pó,
É matéria secular de desalento
A embaçar as janelas - olhos fundos –
O tempo corrói o assoalho
Em meu peito, casa vazia
A ruir
Livros mencionados por João Pereira Coutinho na Folha de SP (2023-2024)
-
Sou leitor das crônicas do cientista político e escritor português *João
Pereira Coutinho* que o jornal *Folha de São Paulo* publica constantemente
[colu...
Há um dia