Habito as horas demorosas desta noite
Os segundos gotejam espaçados
Seguem perdidos, um a um
No abismo das coisas ao redor
Desinventadas no escuro
Mas sabidas em mim
De súbito – agora –
Quando à mansidão noturna
Segue-se o espanto:
Encontro-me viva
No ventre soturno
De todas as coisas.
Livros mencionados por João Pereira Coutinho na Folha de SP (2023-2024)
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Sou leitor das crônicas do cientista político e escritor português *João
Pereira Coutinho* que o jornal *Folha de São Paulo* publica constantemente
[colu...
Há 2 dias