Da tua língua de poeta
Edifico meu calvário
Sem respostas
Sem palavras
Sem avenças, pois
Túmulo inerte
Minha boca sepultada
Fere o verbo
Rompe o trato
Que idioma me sussurras?
Teu silêncio pós-canção reverbera
Mais que o tom
Mais que o dom
Mais que o nexo
Que tudo traz
Meu silêncio de esfinge desbotada
Ofereço quase sem querer
No meu dizer pelas avessas
Mãos atadas pela língua
Minha dor supõe a tua
E nada sabe.
Quinze passagens do livro de contos O cavalo do bandido sempre sai na
frente, de Rodrigo Melo
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“Lavar louça me faz evoluir. Há quem pratique ioga, quem vá ao culto,
outros precisam mentir, roubar e até matar. Eu lavo louça. A água escorre
suavemen...
Há uma semana
