Da tua língua de poeta
Edifico meu calvário
Sem respostas
Sem palavras
Sem avenças, pois
Túmulo inerte
Minha boca sepultada
Fere o verbo
Rompe o trato
Que idioma me sussurras?
Teu silêncio pós-canção reverbera
Mais que o tom
Mais que o dom
Mais que o nexo
Que tudo traz
Meu silêncio de esfinge desbotada
Ofereço quase sem querer
No meu dizer pelas avessas
Mãos atadas pela língua
Minha dor supõe a tua
E nada sabe.
Trinta passagens do livro de ensaios Um dia todos dirão terem sido contra,
de Omar El Akkad
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“Minha filha para de repente, enquanto desenha os Vs de um
balanço no parquinho de bonecos de pelúcia do seu subúrbio imaginário. Ela
se levan...
Há 4 dias
