Da tua língua de poeta
Edifico meu calvário
Sem respostas
Sem palavras
Sem avenças, pois
Túmulo inerte
Minha boca sepultada
Fere o verbo
Rompe o trato
Que idioma me sussurras?
Teu silêncio pós-canção reverbera
Mais que o tom
Mais que o dom
Mais que o nexo
Que tudo traz
Meu silêncio de esfinge desbotada
Ofereço quase sem querer
No meu dizer pelas avessas
Mãos atadas pela língua
Minha dor supõe a tua
E nada sabe.
60 verbetes do livro satírico Dicionário do Diabo, de Ambrose Bierce
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*amizade*
(*friendship*), s.f.
Um navio grande o suficiente para carregar duas pessoas quando há bom
tempo, mas apenas uma na tormenta.
*futuro*
(*fut...
Há 2 dias
