Habito as horas demorosas desta noite
Os segundos gotejam espaçados
Seguem perdidos, um a um
No abismo das coisas ao redor
Desinventadas no escuro
Mas sabidas em mim
De súbito – agora –
Quando à mansidão noturna
Segue-se o espanto:
Encontro-me viva
No ventre soturno
De todas as coisas.
Percurso
-
*Jude Mooney*
Em cada ser, repara
a dança
que, na sombra, prepara a
mudança.
Em tudo quanto muda,
alcança
aquilo que não muda na
mudança.
Duda Machado,...
Há 5 horas
