Habito as horas demorosas desta noite
Os segundos gotejam espaçados
Seguem perdidos, um a um
No abismo das coisas ao redor
Desinventadas no escuro
Mas sabidas em mim
De súbito – agora –
Quando à mansidão noturna
Segue-se o espanto:
Encontro-me viva
No ventre soturno
De todas as coisas.
Quinze passagens do livro de contos O cavalo do bandido sempre sai na
frente, de Rodrigo Melo
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“Lavar louça me faz evoluir. Há quem pratique ioga, quem vá ao culto,
outros precisam mentir, roubar e até matar. Eu lavo louça. A água escorre
suavemen...
Há uma semana
