O ruído dos anos atravessa o corredor
Ressaltado pelo silêncio, ecoa
Por entre frestas
Ressoa grave em cada vão
- imensidões desabitadas -
Atrás das portas
Há ferrugem nas trancas
E a memória, adormecida, em suspensão
A pesar os ares, feito pó,
É matéria secular de desalento
A embaçar as janelas - olhos fundos –
O tempo corrói o assoalho
Em meu peito, casa vazia
A ruir
Quinze passagens do livro de contos O cavalo do bandido sempre sai na
frente, de Rodrigo Melo
-
“Lavar louça me faz evoluir. Há quem pratique ioga, quem vá ao culto,
outros precisam mentir, roubar e até matar. Eu lavo louça. A água escorre
suavemen...
Há uma semana
