Da tua língua de poeta
Edifico meu calvário
Sem respostas
Sem palavras
Sem avenças, pois
Túmulo inerte
Minha boca sepultada
Fere o verbo
Rompe o trato
Que idioma me sussurras?
Teu silêncio pós-canção reverbera
Mais que o tom
Mais que o dom
Mais que o nexo
Que tudo traz
Meu silêncio de esfinge desbotada
Ofereço quase sem querer
No meu dizer pelas avessas
Mãos atadas pela língua
Minha dor supõe a tua
E nada sabe.
Trinta passagens do livro de ensaios deus não é grande — Como a religião
envenena tudo, de Christopher Hitchens
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“(...) Deus não criou o homem à sua imagem. Evidentemente foi o contrário,
e essa é a explicação indolor para a profusão de deuses e religiões e o
fratr...
Há uma semana

Belíssimo!
ResponderExcluirQue sutileza...
Que pureza...
Que dança das palavras!
Ah! estes silêncios da vida...
Beijooo!
Linda imagem "Túmulo inerte
ResponderExcluirMinha boca sepultada" tua poesia pede para ser musicalizada
Mari!
ResponderExcluirQue bom te descobrir aqui! =*